Vai abrir mais uma galeria temática, aqui pelo tasco do je. Desta vez, sinais, anúncios, escritos, desenhos, publicamente visíveis, um pouco por vários sítios por onde já andei e espero vir a andar.
Espero que gostem, pelo mesmo motivo que me levou a fotografá-los.
New Zealand
Barcelona
NYC Nota explicativa desta foto: na altura, decorria em NYC, a convenção republicana para as eleições nos EUA. algo me diz que, pelo menos nessa noite, havia uma grande concentração de votantes Bush no Hooters.
uns bons degraus acima do "Control", este documentário recolhe testemunhos de ex-membros da banda, jornalistas, artistas, músicos e amigos, juntamente com excertos de concertos e entrevistas da época. as tiradas do Bernard Sumner e Peter Hook explicam quase tudo. o devido enquadramento social da cidade de Manchester é uma preciosidade.
Um parque de skate apelidado de “Paranoid Park”; estrutura temporal desordenada; variados slow motions e desfocagens propositadas acompanhando os momentos de e com singular peso e específicidade; momentos contemplativos; excelente banda sonora; actores amadores recrutados via myspace; abordagem não crítica e simplificada “in your face” das relações dos jovens com o meio envolvente, com as angústias e dúvidas típicas da idade e um acidente mortal pelo meio; a inocência da idade.
Tudo isto é o que o realizador Gus Van Sant nos volta a mostrar, depois de já em “Elephant”, “Gerry” (onde tudo se reduz aos dois actores e algo “gerry”) e “Last Days” ter feito as primeiras abordagens.
Frase central, cuja sequência é repetida várias vezes: “I don’t think I’m ready for Paranoid Park,” diz Alex; “No one’s ever ready for Paranoid Park,” responde Jared.
- meus amigos, é aproveitar o ciclo "Um Ano de Cinema(s)" no Nimas!
Após anos de utilização intensiva do laser, no Star Wars, essa alta tecnologia foi há alguns anos importada para a vida civil, para operações aos ceguetas. segunda-feira passada foi a minha vez de levar uns tiros certeiros!
Obrigado!
ps: qualquer alusão à "laranja mecânica" não é tão longe da realidade quanto isso...
tendo perdido o "concerto" dos Man Man no espaço patrocinado pelo Myspace, no Primavera Sound 2008, consegui contudo ter a sorte de assistir às actuações de Lightspeed Champion (alias de Devonte Hynes) e Stephen Malkmus (a personificação de "Indie"). Cada um teve um set curto, a solo, e com músicas pedidas. Foi por isso que Stephen Malkmus nos deliciou com "Range Life" da era "Pavement".
em finais de 2004, enquanto deambulava por Copenhague, num raro dia de Sol (ok, 5ºC), passei por esta janela. o local: zona do porto de Nyhavn quer dizer "novo porto". os antigos armazéns mantêm-se preservados, hoje em dia transformados em bares e restaurantes. para sentar, beber uma Carlsberg e cheirar o mar..
a foto original, vá-se lá saber onde anda. mas tinha aqui está em baixa resolução, que serve para o efeito... sim, a foto é do je. Farvel!
Um dos concertos, sobre os quais recaía alguma expectativa era o dos Man Man. Apenas conhecendo o último trabalho, "Rabbit Habbits" de 2008, estava curioso de saber como o grupo se comportaria ao vivo. com muita surpresa, o concerto da trupe vaudevilliana, foi digno de se ver, com boas prestações não só enquanto banda, mas também enquanto performers em palco. animaram as hostes, fizeram a festa e no fim, apanharam os foguetes.
Todos vestidos de branco e com pinturas índias, numa disposição em palco um pouco estranho, com piano e bateria na frente, a incarnação musical de Bjorn Borg, com calção e polo brancos e bigode farto, no papel de incendiário principal esteve o vocalista e pianista Honus Honus, certamente descendente de ciganos e vikings, sempre a preparar-se para usar o que estivesse à mão para servir de instrumento. água, tachos, moedas, colheres, cobras de borracha e por aí fora.
Pow Pow, o índio mais loiro da História, rufava os tambores, pratos e tudo o que servisse de percurssão. com os pés e com as mãos! os restantes membros da banda, dividiam-se entre baixo, guitarras, xilófones, múltiplos instrumentos de sopro de tamanhos, formas e utilidades várias, teclas e jogos de ping-pong. no fundo, uma excelente orgia musical.
A meio da actuação, houve tempo para uma cover dos Dwarves. No fim, Honus Honus foi tomar banho ao mar!
Os Enon foram mais uma das surpresas do Primavera deste ano, foram os Enon, banda de Brooklin. Da formação inicial, apenas o frontman John Schmersal se manteve até hoje. De resto, o ex-Brainiac é a figura excentrica do trio, que conta com uma baixista mui mui sexy, Toko Yasuda no baixo e um novo baterista.
Aquando do concerto dos Enon em Lisboa, na ZDB, deu para conferir que não só Toko é uma mui sexy girl, como é uma simpatia de pessoa. antes do concerto trocámos impressões de Brooklin e a estadia deles em Lisboa e conselhos sobe música portuguesa para ela comprar. durante o concerto, John admitiu ter sido por culpa dele que a máquina infernal dos samplers se avariou: depois de eu lhe ter gritado um "Shame on you!" eheheh Clip do "Mr. Ratatatatat"
Curiosamente, gostei muito mais do concerto na ZDB, há 1 semana, que no Primavera. Enon, ao vivo, com "Natural Disasters"
Emma Louise Niblett, aka Scout Niblett, inglesa, edita em 2001 o seu primeiro album "Sweet Heart Fever". em 2007, com participação do menino Bonnie Prince Billy e com Steve Albini na produção, edita "This Fool Can Die Now" pela 4AD, que passou despercebido a muito boa gente. tendo perdido o concerto dela em Lisboa, na ZDB, felizmente consegui apanhar o excelente concerto no Auditorium, por alturas do Primavera Sound, como é sua característica, apenas acompanhada de um percursionista. Scout Niblett, tem sido "colocada" num território pautado pelo minimalismo, algures situado entre uma PJ Harvey e Cat Power. É a prova que as mulheres no rock estão para ficar... basta estarmos atentos!
Scout Niblett, ao vivo num taxi, para as "Black Cab Sessions", percorrendo Bristol enquanto toca "Nevada":
com a participação do Bonnie Prince Billy em "Kiss":
5 minutos antes da meia-noite, a hora marcada para o início do concerto, Steve Albini levou os 2 amigos Todd Trainer e Bob Weston a espalhar a força do math rock, ou rock minimalista, pelo palco ATP. E, antes que alguém tivesse tempo para se transformar em abóbora, já o baterista estava transformado, numa mistura de "Exterminador Implacável" e o "Beetlejuice", maquinal e com algo de louco. e nós, arrebatados pelo anti-melódico ritmar constante da bateria, cortada pela guitarra agressiva de Albini e o baixo pesado e omni presente de Bob.
pena o sonho ter tido apenas a duração de 1h15m...
Steve Albini, de fato macaco, durante a afinação.
a banda em altos voos; lá na frente, também se voava e rebolava, saltava e gritava!
Todd Trainer a demonstrar que a bateria se pode tocar em qualquer lado: no backstage, na mão, em cima dos amps...
Todd Trainer, demonstra tenta demonstrar, que a cabeça é um bom suporte para pratos de bateria (ou inclusivé de percursão!?!) .. e que sai música.. será por esta e por outras que parece estar constantemente possuído?
alguém, entretanto, já mandou pró youtube um video.. vou tentar melhorar o som dos videos que fiz e postá-los...
A propósito da vinda dos Boris a Lisboa, para concerto já na proxima terça-feira, vo finalmente satistazer a curiosidade de os ver pela primeira vez... mesmo que 2 dias depois os volte a encontrar no Primavera Sound em Barcelona.
Boris, banda japonesa, inspirada de nome e fortes sonoridades pelos Melvins (Boris é o nome de uma música dos album "Bullhead", de 1991, dos Melvins), começou por ser um quarteto. o baterista deixa a banda em 1996, ainda no início da banda que até hoje se mantem como um "super-power" trio composto por Atsue, Wata e Takeshi. A banda conhecida pelos exageros sonoros, exímia no stoner-drone-metal-experimental-noise rock, vai semear o caos, catarse e momentos de suster a respiração. meninos e meninas, é para todos os gostos, menos para quem gosta de Shakira! tampões para os ouvidos oblige. Como curiosidade, a banda sofre de dupla personalidade: se num disco, o nome da banda é "BORIS", então o mesmo não sai dos parametros "normais" do rock/metal/stoner rock. se por outro lado, o nome é "boris", podemos ter de tudo o mais bizarro, saído do universo paralelo da banda. e no fim, são todos uns bons rapazes e rapariga!
de ver o concerto do duo akroniano (deve ser assim que se chamam os naturais de Akron, US) The Black Keys em Barcelona, à conta do festival Primavera Sound, continuam a surpreender. agora foi à custa do novo album "Attack and Release", com produção de Danger Mouse. Dois brancos a roubar o blues rock, de uma maneira simplesmente incrível. em Barcelona conseguiram estoirar com dois amplificadores, antes de acabar o mini concerto que foi possível...
Adoro Charlyn Marshall!! há também quem a chame Cat Power... Há já algum tempo... mas acho que ela nao o sabe... por isso, partilho apenas por este cantinho à beira da web plantado.
tudo começou por volta de 1999, quando ouvi "Cross Bones Style", editado no fantástico album "Moon Pix" de 1998. na altura recupero os trabalhos anteriores com especial enfase para o "What Would the Community Think!" (96), o primeiro fruto da relação com a editora Matador.
O que mais ficava na memória ou no ouvido, era a voz: carregada de dor, desespero, amor, saudade, angustia ou alegria. somente acompanhada pela simplicidade de uma viola ou piano. em 2000 edita o primeiro album inteiramente feito de versões... mas bom, acho que ja falei disto num outro post...
depois do pseudo-flop de concerto que deu na Aula Magna em Dezembro de 2006, Cat Power regressa a palcos nacionais. espero que nos dê música da boa, agora que parece estar completamente curada dos maus fígados..
e por estas e por outras, resolvi arriscar outro concerto da Chan Marshall. mesmo que 3 dias depois, nos voltemos a cruzar, nessa altura por terras de Barcelona para o Primavera Sound.
Cat Power "Cross Bone Style" - 1998
extras importantes: participação de Cat Power no novo album de Beck (!!!!!) o dvd "Sing for Trees" é uma peça conceptual, apenas com voz, viola, grilos, pássaros e o vento, já que foi inteiramente rodado numa floresta, sem mais equipamentos de som.
Cat Power "Nude as the News" - 1996
e para terminar e derreter corações, Cat Power "Maybe Not" ao vivo
... juntava-se um grupo de tipos porreiros (nota: o facto de serem oriundos da Escócia, St. Andrews, de onde a bandeira é originária, pode ser pouco relevante, mas o facto é que a própria Universidade de St. Andrews foi o denominador comum aos membros fundadores da banda). Vieram mais tarde a ser conhecidos como The Beta Band. Com o EP de estreia "Champions Versions" (97), mostraram ao mundo quer era possível misturar rap, rock, pop, space rock e samples bem estranhos (parecenças com Beck não são assim tão longinquas)...
"Dry the Rain" (music only) .. para pôr bem alto, fechar os olhos & let yourself go...
Com 3 albuns de estúdio, tiveram uma ascensão meteórica, que culminou com o albúm "Hot Shots II", sucedendo-lhe uma queda vertiginosa, após um album de pouca criatividade e um pouco mais do mesmo. as drogas vitimaram, sobretudo, o vocalista e fundador Steve Mason, que após reclusão caseira, foi mesmo internado por vários anos, por problemas mentais. E foi o ponto final dos The Beta Band, no ano de 2004.
Entretanto, Steve Mason saiu do hospício. e voltou a juntar-se a dois ex-membros dos The Beta Band, para voltar a fazer aquilo que melhor sabe. formou então os The Aliens que contam já com o album "Astronomy for Dogs" (2007).
"Squares"
como se viu logo no início, tiveram direito a "participação especial" no excelente filme "High Fidelity". "its good!" - "I know..."
"Coeurs", de Alain Resnais (cuja idade quase faz concorrencia ao Manuel de Oliveira), leva-nos a uma Paris, saturada de relações frustradas e frustrantes, opressivas a libertação no seu final (isto toca-me muito pessoalmente mas carry on). e visto de um ponto de vista frio, chocantemente frio e por vezes hipócrita (vá, ando critico a estas merdas, nao se pode fazer nada...). uma curiosidade: todos (com uma excepção) os actores e actrizes deste filme, são pessoas bonitas!
"Stellet Licht" de Carlos Reygadas, filmado numa comunidade (de origens holandesas), religiosa Menonita, perdida no tempo e no espaço (algures no México), apoiada nas crenças e cingida às fronteiras da própria comunidade. quando um homem descobre que ama outra mulher que nao a sua própria mulher, muito irá mudar, sobretudo para Johan. curiosidade ou antes, algo fantástico: os planos de abertura e final do filme. Mais a fotografia e o som. eu diria que se enquadra no conceito "Dogma" ou "Manifesto Dogma95" (falarei dele quando o tempo correr mais devagar).
"Youth Without Youth" de Francis Ford Coppola. Tema recorrente para o realizador: o rejuvenescimento ou o adiar da morte. Tim Roth, imparável no papel principal, é o tal tipo velhinho, obstinado na "Escrita" e em terminar o o seu livro que no fundo é para o que sempre viveu, que ao atravessar uma passadeira cai fulminado por um raio e o seu corpo recua até quando tinha 30 anos. um filme construído como um puzzle, obriga constantemente a uma ginástica mental, para enquadramento e contexctualização do argumento.
Ainda em Bissau, sem telm e, finalmente, com acesso net.
Sunset, 30ºC, 18:30
"drive by shooting"
abutres e pormenor do hotel ***** em Bissau(a casa onde poisaram, foi onde ficou o Pres. Cavaco Silva em 2007 durante visita oficial.. vejam o estado! a piscina, bem, nem se-lhe vê o fundo..)
"bambi", no restaurante onde jantámos ha 2 dias. há também um Grou (ave tipo pavão) e este veado enfant mto afável, que vem às mesas, e procura comer como um qualquer cão. os restos das sobremesas foram surripiados pela criatura esfomeada (desconfio que a dieta já há muito não seja a melhor, senão veja-se a cadeira ao fundo); hoje voltamos lá...