"Como aquel que en soñar gusto recibe, su gusto procediendo de locura, así el imaginar con su figuravanamente su gozo en mí concibe.
Otro bien en mí, triste, no se escribe, si no es aquel que en mi pensar procura; de cuanto ha sido hecho en mi ventura lo sólo imaginado es lo que vive.
Teme mi corazón de ir adelante, viendo estar su dolor puesto en celada; y así revuelve atrás en un instante
a contemplar su gloria ya pasada. ¡Oh sombra de remedio inconstante, ser en mí lo mejor lo que no es nada!"
desde a invasão de aranhas e "faganhotos" dentro da tenda, à chuva, aos faustosos almoços em Cerveira e Pte de Lima, às ultrapassagens na auto-estrada aos Transformers (se tiver vergonha na cara, este assunto fica por aqui... lol), ao fantástico banho quente em .. (é segredo), mta coisa haveria a contar. mas felizmente, o festival Paredes de Coura mantém-se como talvez o único onde vai quem quer ouvir boa música. longe das objectivas dos jet 7s, da malta que usa a pulseira o resto do verao, porque fica bem ter lá estado, temos até uma sensação de tranquilidade. a chuva, já se sabe, cai quase todos os anos. em alternativa, a opção é o frio de rachar à noite. os melhores concertos: Sonic Youth, Eletrelane, Mão Morta, Cansei de Ser Sexy, Gogol Bordello, Spoon, Sunshine Underground.
Almost alone in the dark Sonic Youth
Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta) Mia (Electrelane) ... noise!
lamentavelmente, durante parte deste ano, senti-me castrado no que diz respeito a propor-me e ser capaz de ouvir certas sonoridades. derrubadas as barreiras, com tempo entre as mãos e passando 4 dias no paraíso, tive oportunidade de escutar música, com a paciência, ansiedade e "open mind" necessários. assim e para alguns não serão novidades nenhumas (o autocarro passou por aqui um pouco tarde, o que é que eu hei-de fazer?), tenho em repeat (os meus colegas no escritório vão-se convertendo aos poucos.. só Beirut é que não; apelidam-no de "o tipo da gaita", por causa da faixa de introdução). aviso: a música é atípica ao som que tenho ouvido nos últimos anos. tem teclas!
Electrelane "No Shouts, No Calls". 4 míudas inglesas, depois de terem aprendido as lições do tio Steve Albini (ver notas nos textos sobre Big Black, Shellac...) em dois albuns anteriores, lembraram-se de gravar um album simplesmente fantástico. música "limpa", com influências dos sonic youth, neu!, sterolab, algum som indie canadiano. a construção musical passa por musicas bastante organicas, por vezes simplesmente vocalizadas, sem letras (Tram21), sons hipnóticos (Five) outras por aproximações rocker (between the wolf and the dog), com ritmos variados que vão ora harmonizando ora "stirring the waters" e .. bem.. escutem por favor. façam-se esse favor!! e sorriam, que é bem propício!!
Of Montreal "Hissing Fauna, Are You the Drestroyer?". a dor, proveniente de separações amorosas tem servido de pano para mangas, no que diz respeito a livros, canções (a palavra "canção" lembra-me os tony carreiras e ágatas desse mundo fora), etc. Kevin Barnes, mais uma vítima do coração sentimentaloide, teve uma visão. talvez pela influência do fantástico colectivo Elephante 6 e na ressaca da tal separação, deitou cá para fora um disco 100% conceptual. disco esse, com momentos de fantástica sobriedade ou pura alucinação. aliás, alucinação provavelmente provocada pelos "Chemicals/Don't flatten my mind/Chemicals/Don't mess me up this time/Know you bait me/Way more than you should/ And it's just like you to hurt me when I'm feeling good/Come on, chemicals!/Come on, chemicals!"
"i'm so touched by your goodness you make me feel so criminal how do you keep it together? i'm all, all unraveled but'cha know no matter where we are we're always touching by underground wires"
a nao perder!
Bat for Lashes "Fur and Gold" - uma jovem de inglesa, de ascendencia paquistanesa,salta para a ribalta com uma voz por vezes triste e negra, soturna e dramática, acompanhada de música bastante bem elaborada, minimalista e organica qb. comparações inevitáveis a Chan Marshal, aka Cat Power ou Bjork, são facilmente identificáveis.
Mark Ronson lembrou-se de fazer um disco de "Versions", algumas mais recentes que outras. salta ao ouvido o "hold me" dos Smiths, cantado por Daniel Merriweather (ainda pensei que fosse o Nathaniel Merriweather aka Dan Nakamura..ohhhhh), desconstruído quase ao jeito de crooner, que contudo não é. ou o tema "just" original dos Radiohead,interpretado com algum groove. o melhor, escolho como sendo o tema cantado pela Lily Allen ("oh my God" dos kayser chiefs). gosto do sotaque londrino da miúda. e do timbre.
hão-de caír mais umas novidades.. a seu tempo...enjoy!